Serviços funcionam como uma espécie de Uber dos pets
Fonte: PEGN
O negócio de passeador de cachorros, do jeito antiquado e analógico, é
imperfeito. Encontrar e avaliar um bom passeador exige uma pesquisa
confusa e conflituosa na internet, e não há maneira confiável de afirmar
se um serviço de passeio de cães é bom ou ruim...
Chegar em casa e
encontrar o cachorro vivo e tudo em ordem é praticamente o único
critério de sucesso, a menos que a pessoa espie por meio de uma câmera
ou do vizinho.
Reconhecendo espaço para melhora desse serviço, pelo
menos quatro startups financiadas por capitais de risco estão invadindo o
mercado americano de passeio de cães.
As startups funcionam como
uma espécie de Uber para cachorros. Caminhando munidos de smartphones,
os passeadores literalmente marcam para você em um mapa digital onde o
bichinho parou, farejou e resolveu seus assuntos, dando um novo nível de
detalhamento — talvez excessivo — à dúvida sobre se a caminhada foi,
digamos, produtiva.
Este é o principal argumento de venda da Wag
Labs, que opera em 12 cidades grandes, e da Swifto, que atua em Nova
York desde 2012. Ambos os serviços monitoram a caminhada dos passeadores
com seu cachorro por GPS, assim os clientes podem assistir à rota de
seus bichos de estimação em tempo real nos aplicativos dedicados. Isso
resolve uma questão incômoda do negócio: se a caminhada realmente
aconteceu e qual foi sua extensão.
A DogVacay e a Rover são as
outras duas startups que estão na guerra dos passeios de cães. Esses
serviços não são nem de perto tão caprichosos em seus relatórios de
status, mas são muito maiores e mais bem financiados. Juntas, as duas
empresas captaram US$ 138,5 milhões de alguns dos investidores de risco
mais influentes do Vale do Silício.
Ao programar uma caminhada,
ambas as plataformas preenchem mapas com os passeadores das redondezas,
que estabelecem seus próprios preços. Esta é uma adoção total, estilo
Uber, da chamada economia de bicos. Enquanto a Swifto e outros serviços
regionais contratam passeadores e exigem que eles se comprometam com um
número mínimo de caminhadas, a DogVacay e a Rover estão voltadas aos
amantes dos cachorros que querem ganhar alguns dólares extras em uma
segunda-feira à tarde.
A esperança desse grupo de novas empresas é
que a demanda por passeadores de cães seja, na verdade, muito maior do
que parece. O CEO da Rover, Aaron Easterly, chama isso de “mercado
paralelo”: pessoas que não confiam seus bichos a um estranho e,
portanto, pedem favores a familiares e amigos ou simplesmente obrigam os
animais a esperar algumas horas até a hora de sair.
“Se for
possível superar a barreira da confiança e transformar isso em algo
normal... acreditamos que será possível ampliar o tamanho do mercado”,
explica Easterly.
Fonte: PEGN
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